Com a solenidade realizada
ontem pela manhã, dia 21, no auditório da Catedral de Crato, foram
encerrados os trabalhos do Processo de Beatificação da mártir da castidade, Benigna Cardoso da Silva (ilustração ao lado) . A solenidade foi presidida pelo Bispo Diocesano de Crato, Dom Fernando Panico. (foto abaixo à direita, publicada em reportagem do “Diário do Nordeste”, edição deste domingo).
O Auditório Mons. Rubens Gondim
Lóssio ficou lotado por pessoas vindas de Santana do Cariri, de Crato e
pelos cerca de 80 seminaristas do seminário São José. Ao final, toda a
documentação do processo foi colocada em uma caixa, que foi selada e
lacrada com carimbos especiais, e só será reaberta em Roma. Uma cópia de
toda a documentação ficará guardada na Cúria Diocesana de Crato.
Anteriormente, no último dia 16
de setembro, ocorreu em Santana do Cariri a última reunião da equipe
diocesana encarregada do processo de beatificação da Serva de Deus,
Benigna Cardoso da Silva. Os membros que compõe as comissões histórica e
teológica passaram todo o dia analisando e ultimando a documentação que
seguiu para análise na Sagrada Congregação para a Causa dos Santos,
órgão do Vaticano.
Estiveram presentes ao esse
encontro de trabalho, os monsenhores Vitaliano Mattioli (Postulador
Diocesano) e João Bosco Cartaxo Esmeraldo ( Juiz Delegado), os padres
José Vicente Pinto de Alencar (Promotor de Justiça) e Acúrcio de
Oliveira Barros (Tradutor), além da Sra. Teresinha Fernandes Costa
(Atuária Notária). Pela Comissão Histórica estavam presentes os
professores: Raimundo Sandro Cidrão, Ypsilon Rodrigues Félix e Armando
Lopes Rafael.
O processo de beatificação da
menina-mártir Benigna Cardoso da Silva foi aberto oficialmente em 16
março de 2013, no auditório da Catedral de Crato, tão logo a Diocese
recebeu a aprovação do Vaticano para o início dos estudos de
recolhimento de declarações das testemunhas que conheceram Benigna,
além de depoimentos que relataram milagres e graças alcançadas por
intercessão da menina-mártir. Essa etapa se constituiu na fase diocesana
do processo.
Existem duas situações
diferentes para a Igreja Católica considerar alguém santo: ou porque
essa pessoa foi mártir – este é o caso da menina Benigna – ou porque ela
viveu as virtudes em grau heroico. No caso de a pessoa ter sido mártir é
dispensada a comprovação de milagres. Já para as pessoas que viveram as
virtudes cristãs de forma heroica, exige-se o reconhecimento de um
milagre na beatificação e outro na canonização. Caberá agora a Sagrada
Congregação para a Causa dos Santos os avanços no processo da
beatificação de Benigna Cardoso da Silva.
(Texto: Armando Lopes Rafael)
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