A
Cerimônia de Encerramento da Fase Diocesana do Processo de Beatificação conclui
a Fase Local e inicia a Fase Romana do Processo de Beatificação. Consiste na
solenidade de lacramento – mediante juramento e assinatura de atas – de três
urnas com os autos do Inquérito Eclesiástico, uma com o original (Arquétipo) e
as outras duas com cópias (Transunto e Cópia Pública). Após a cerimônia, o
Arquétipo fica guardado na Diocese de Crato e as duas cópias seguem para a
Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano.
A fase Diocesana do processo teve início no
dia 16 de março de 2013, e ficou sob responsabilidade de uma comissão, nomeada
pelo Bispo, que é formada pelos membros do Tribunal Eclesiástico que conduziu o
processo de Beatificação: Monsenhor Vitaliano Mattioli (Postulador Geral),
Monsenhor João Bosco Cartaxo Esmeraldo (Juiz Delegado), Pe. José Vicente Pinto
de Alencar da Silva (Promotor de Justiça) e a senhora Terezinha Fernandes Costa
(Atuária Notária). E os membros da
Comissão Histórica Diocesana, professores Armando Lopes Rafael, Raimundo Sandro
Cidrão e Ypsilon Rodrigues Felix.
Próximos passos...
Na próxima
etapa, chamada de fase Romana, a Congregação para a Causa dos Santos, órgão da
Santa Sé que trata desses assuntos, nomeia um novo tribunal, com teólogos e
peritos do Direito Canônico e legistas que retomam e estudam todos os
documentos produzidos na fase diocesana do processo. Ao final, a Congregação
lança um documento chamado ‘Positio’, com o qual se afirma o grau de virtudes
do candidato.
Nessas duas fases ainda não se fala em
milagre. Com o caso de Benigna, se for constatado martírio, não será preciso
aguardar um milagre ocorrido por intercessão da mártir para torná-la beata.
Somente, no caso de canonização, que será preciso um milagre para ser declarada
oficialmente Santa.
Natural de Santana do Cariri, interior do
Estado do Ceará. Benigna Cardoso da Silva, aos 13 anos, foi assassinada por um
adolescente no Sítio Oitis, onde morava. Ele se apaixonou pela pequena, que
nada queria com ele. Revoltado pela rejeição, desferiu vários golpes de facão e
matou a menina franzina, que não teve defesa, tamanha era a sanha do garoto que
a perseguia. Benigna tinha ido buscar água na cacimba, como fazia todo fim de
tarde. Desde o dia do trágico acontecimento, que os moradores da localidade
começaram a alcançar graças e até milagres em nome da jovem martirizada.
O dia 24 de Outubro, data do seu martírio,
acontece na Cidade de Santana do Cariri, uma grande romaria em seu louvor. Este
ano de 2013 a romaria de Benigna será de caráter Diocesano para marcar os 72
anos do martírio de Benigna, a Heroína da Castidade.
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